sexta-feira, 21 de julho de 2017

CONSULTA SOBRE A MELIPONICULTURA CAPIXABA

Na reunião mensal no mês de junho, os associados puderam debater a formatação do Regimento interno da AME - ES. Na mesma oportunidade, foi atendido o pedido dos associados que desejavam um debate amplo sobre uma questão bastante polêmica na atividade, que é a situação da criação preservacionista  da espécie Melipona capixaba, em relação com eventuais criatórios da espécie Melipona Scutellares no Estado do Espírito Santo.

Isso em um contexto em que está acertada alteração na legislação, reconhecendo os casos em que já há o exercício, no Brasil, de meliponicultura envolvendo espécies de áreas de ocorrências distinta de locais onde estão estabelecidos alguns meliponários.

O resultado da consulta servirá como parâmetro para futuras oportunidades de se propor alterações em normas jurídicas e, principalmente, como sugestão de condutas a serem seguidas pelos meliponicultores, uma espécie de "acordo de cavalheiros¨:

   
CONSULTA PÚBLICA SOBRE A CONSERVAÇÃO DA MELIPONA CAPIXABA (URUÇU CAPIXABA) E MANEJO PREVENTIVO DA MELIPONA SCUTELLARIS (URUÇU NORDESTINA) NO ESTADO   DO   ESPÍRITO SANTO.

Considerando a importância das abelhas e a reduzida população na natureza, entendem os criadores que estiveram presentes, que se deve reivindicar o reconhecimento oficial da meliponicultura para preservação das espécies, como atividade de utilidade pública e ambiental, e manifestam:
1. Quanto a Uruçu Capixaba:
I - Favoráveis a criação, venda e o transporte de colônias e discos da espécie Melipona       capixaba, no Estado do Espírito Santo, em altitudes a partir de 600 metros, com temperaturas médias anuais em torno de 18-23ºC e cobertura vegetal do tipo Floresta Ombrófila Densa e   Floresta Ombrófila Aberta.
II – Reconhecem como útil, a permissão para criação para fins científicos fora da área citada acima, desde que a pesquisa seja devidamente justificada, com fins específicos, e autorizada pelos órgãos competentes
III - Que todo criatório da espécie, devidamente cadastrado nos órgãos competentes apresente, não mais que relatório anual sobre o plantel.
 IV - Recomendação aos meliponários autorizados a criar a espécie Melipona capixaba a deixar 1/5 das colônias sem manejo, para possibilitar enxameamento para a natureza, de preferência em área legalmente protegida.
V - Pela facilitação do processo de emissão de GTA, com simplificação do procedimento de        remessa de todas as colônias dispersas, para locais que se enquadrem no item I.
I. 2.  Quanto a Uruçu Nordestina:  
VI - Contrários a criação e a venda de colônias e discos da espécie em locais, no Estado do Espírito santo, com altitudes a partir de 600 metros, com temperaturas médias anuais em torno de 18-23ºC e cobertura vegetal do tipo Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila  Aberta.
VII - Pela facilitação do processo de emissão de GTA e demais procedimentos de remessa de             colônias de Melipona scutellaris para fora das áreas de restrição no Estado do Espírito santo.          

Criadores propõem regras para manejo de abelha sem ferrão



Publicado Por Século diário:
http://seculodiario.com.br/34739/10/criadores-propoem-regras-para-manejo-de-especie-capixaba-de-abelha-sem-ferrao


Ganham as abelhas, ganha a Mata Atlântica, ganham as lavouras, ganham os meliponicultores, ganham os jardins e hortas urbanas, ganham os consumidores. Criar abelhas sem ferrão (ASF) é uma atividade que só traz benefícios. Tem crescido e, por isso, precisa de regulamentação própria.

Com a meta de propor regras específicas para o manejo da Melipona capixaba, a Associação de Meliponicultores do Espírito Santo (AME-ES) realizou consulta pública no último dia 24 de junho. O objetivo é favorecer a sua conservação, visto que a Melipona é endêmica do Espírito Santo – só ocorre aqui e em nenhum outro lugar do planeta – e classificada como "em perigo" na lista vermelha nacional.

A ordenação legal da atividade é urgente. A Resolução nº 346/2004, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é a principal norma legal a orientar minimamente o manejo das Meliponas no Brasil, mas não faz qualquer direcionamento para as especificidades da espécie capxiaba.

Tampouco há legislação estadual ou mesmo um único meliponário licenciado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Cresce, no entanto, o interesse dos capixabas, seja para como hobby e terapia, seja pelo seu potencial econômico.

Das cerca de 300 espécies de ASF brasileiras, 45 delas, aproximadamente, ocorrem no Espírito Santo. Mas os números são subestimados, ressalva o engenheiro agrônomo Ricardo Braga, e membro da AME-ES. A entidade foi criada em agosto passado e reúne cerca de 50 meliponicultores.

Serviços ambientais 

“Nossa meta é reconhecer as ASF como prestadoras de serviços ambientais diretos e indiretos, bem como reconhecer o Meliponicultor comercial, hobbysta ou conservacionista, como um parceiro na conservação do meio ambiente local e regional, em função dos relevantes serviços ambientais prestados pelas abelhas nativas sem ferrão”, explana Ricardo.

Os associados da AME-ES criam, em meliponários urbanos e rurais, aproximadamente 23 diferentes espécies de abelhas sem ferrão. Especificamente da M. capixaba, sabe-se que existem apenas dois meliponicultores conservacionistas.

A espécie vive em uma região muito pequena – possivelmente a menor área de ocorrência dentre todas as abelhas sem ferrão – estando restrita à Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta, duas fitofisionomias da Mata Atlântica, numa altitude preferencial acima de 600 metros e temperatura média anual entre 18º e 23º, na região serrana do estado, limitando-se com o Caparaó. Há suspeitas de que ela seja originária também do Caparaó, ou que pode ser levada a povoar a região com sucesso, devido às semelhanças de clima, geografia e características da floresta.

Respeitar essa área de ocorrência – para a criação, venda e transporte de colônias e discos – é uma das proposições levantadas na consulta pública da AME-ES. Fora desse polígono, somente a criação para fins científicos, desde que autorizada pelos órgãos competentes.

Hibridação e outras ameaças

A AME-ES também propõe que o produtor deva deixar um quinto das colônias sem manejo de divisão ou coleta de mel, para possibilitar enxameamento para a natureza, de preferência em área legalmente protegida. Entre outras recomendações.

A Uruçú Nordestina (Melipona scutelaris) foi outra espécie alvo dos estudos da AME-ES, visando evitar sua expansão no território capixaba e consequente hibridação com a Uruçú capixaba, o que é uma das principais ameaças à espécie endêmica do Espírito Santo. Nesse sentido, a principal recomendação é pela proibição de criação e venda de colônias e discos da M. scutelaris nos locais onde ocorrem e onde se propõe expandir a ocorrência da M. capixaba.
Outras ameaças à Uruçu capixaba são o desmatamento, os agrotóxicos e transgênicos e a retirada dos ninhos na natureza, além da “legislação castradora”, que inibe a expansão da meliponicultura responsável.

Ricardo ressalta que, pelo fato da espécie estar em risco de extinção, boa parte da diversidade genética existente está nos meliponários. “Portanto as colmeias nos criadouros são importante fonte de variabilidade genética para a reintrodução em áreas de conservação”, diz.

Todo mundo ganha

A meliponicultura traz benefícios não só para as próprias abelhas sem ferrão, mas também para a floresta, os produtores os consumidores, as lavouras e as hortas e jardins urbanos.

As ASF são as principais polinizadoras da Mata Atlântica, sendo que algumas espécies de árvores são polinizadas exclusivamente por uma única espécie de ASF. As Apis, abelhas europeias e africanizadas, pousam sobre as flores, conta Ricardo, mas não necessariamente a estão polinizando. Além disso, por serem mais agressivas e predadoras das nativas, essas abelhas exóticas acabam prejudicando duplamente o potencial de polinização das espécies da Mata Atlântica.

Quanto às lavouras, no campo, e mesmo as hortas e jardins urbanos, a polinização promovida pelas abelhas nativas, sem ferrão, também melhora enormemente a produtividade e a qualidade dos grãos, frutos, flores ou outros itens produzidos.

Finalmente, o ser humano se beneficia de várias formas do manejo das gentis Meliponas. Como hobby, lazer ou terapia, a meliponicultura é excelente. Para o consumidor, o mel produzido é de qualidade superior, seja pelo sabor, valor nutricional – mais nutrientes e menos açúcar – seja em função das propriedades medicinais - cura e prevenção de diversas doenças.

Financeiramente também a atividade é um excelente negócio, pois o mel das jataís e uruçús é muito valorizado no mercado, cuja demanda só cresce e os preços estão em torno de R$ 100,00 a R$ 150,00 o litro.

Regulamentação 

As propostas para regulamentação da criação da Melipona capixaba, elaboradas durante a consulta pública da AME-ES no dia 24 de junho, serão enviadas para os órgãos regulamentadores em nível federal, estadual e municipais.

Outros coletivos de Meliponicultores, em nível federal, também deram primeiros passos visando a regulamentação da atividade, a partir de 2012, com propostas que devem ser encaminhadas para o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nos próximos meses. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

REUNIÃO DE MAIO, 2017 - Alimentação, GTA e Tumida

     No último mês de maio, a reunião da AME -ES foi bastante produtiva, com diversificação de temas. Considerando a entrada do inverno, foi realizada uma oficina sobre alimentação artificial, tendo como facilitador o associado Judismar Barbosa, o júlio. Foi conversado sobre alimentação artificial para fortalecimento e produzido bombom de pólen.

Produção de bombom de pólen.
- Trasporte de abelhas e besouro Aethina Tumida:
     No mesmo dia, recebemos a gentil visita de Flaviane Castro de Faria, Técnica do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF). Ela participou com duas falas, quando esclareceu questões envolvendo o transporte de nossas abelhas, responsabilidade do IDAF, e sobre os riscos da chegada do besouro Tumida.

Flaviane Castro de Faria 
Foi uma boa oportunidade para saber como transportar legalmente, mas também para fortalecer a convicção de que é necessário trabalhar muito para facilitar - e o caminho é árduo, já que o manejo de transporte de animais silvestres sofre de restrições impostas pela legislação federal.
Aproveitamos para fazer algumas perguntas sobre o tema:  

1 - O que é necessário para o cadastro?

- São necessários documentos pessoais (identidade, CPF e comprovante de endereço) e um documento que comprove a posse da terra (escritura da terra, documento de compra e venda, contrato de arrendamento). O cadastro deve ser realizado no município onde estão localizadas as colmeias. Após o cadastro, a emissão da GTA poderá ser feita em qualquer escritório do Idaf.
Nos municípios de Vitória e Cariacica o Idaf não possui unidades de atendimento ao público, nesses casos, o atendimento poderá ser realizado em Vila Velha ou Serra.
2 - Pessoa jurídica também pode se cadastrar?

- Sim, pode.
3 - O cadastro também possui valor de Licenciamento Ambiental?

- Não, não possui. Esse cadastro é na área da defesa sanitária animal, ele é importante para conhecermos onde estão localizadas as colmeias, e é o primeiro passo para qualquer programa sanitário de erradicação e/ou controle de qualquer doença/praga. Em casos de foco a localização das colmeias é fundamental para que possamos definir as estratégias de controle da doença/praga.  
4 - Como devemos fazer para transportar? 

- Os produtores/criadores de deverão ter o cadastro no Idaf. A GTA só é emitida para produtores/criadores cadastrados. Será emitida uma GTA da origem para o destino. Será emitida uma GTA para cada origem.
O produtor que irá receber também deverá ter cadastro no Idaf para conseguirmos emitir a GTA, mesmo que ainda não tenha nenhuma colmeia.
Se o enxame for mudar de proprietário: 
A GTA sairá do nome do produtor/criador (que envia), e no destino terá todos os dados do produtor/criador recebedor (CPF, nome, nome da propriedade/estabelecimento, código estabelecimento, município e UF).
Se o enxame não for mudar de proprietário, for apenas ao evento e depois retornará para a origem:
Nesse caso serão duas GTAs. A primeira produtor/criador de Santa Cruz, por exemplo, para Linhares e a segunda do retorno desses animais de Linhares para Santa Cruz.
Nesse caso, no campo destino serão necessários os dados do CPF e nome do produtor/criador das abelhas de Santa Cruz (será o mesmo, tanto na origem, como no destino) e os demais dados (nome da propriedade/estabelecimento, código estabelecimento, município e UF) serão da propriedade de Linhares. Essa GTA será emitida antes do transporte das abelhas e deverá acompanhar os animais durante todo o trajeto.
A GTA de retorno deverá ser emitida no escritório de Linhares, se o retorno for na segunda-feira e lá não for feriado. Se forem retornarem no domingo, explique a situação no escritório onde for fazer a GTA e solicite documento - GTA de ida e volta.

Por João Luiz 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

MELIPONARIO EXPERIMENTAL VALE DO MULEMBÁ

No dia 07/06/2017 foi instalado o Meliponário Experimental da AME-ES em parceria com a Prefeitura de Vitória, no Parque Natural Municipal Vale do Mulembá. 
No local onde será construída a infra estrutura do Parque foi montado um pequeno meliponário para polinização, educação ambiental e formação em meliponicultura. 
Na oportunidade os visitantes puderam aprender sobre as abelhas nativas. Foram construídas iscas que foram distribuídas e espalhadas na área do Parque Natural Vale do Mulembá.

  








As colonias instaladas estão sendo acompanhadas e o resultado do desenvolvimento delas servirá para analisar o potencial do local para receber mais enxames, e definir o porte do futuro Meliponário Municipal. 

E os indicativos estão muito bons como pudemos verificar ao fazer uma rápida revisão em pleno inverno: se encontram bastante ativas 

terça-feira, 13 de junho de 2017

CONSULTA SOBRE CRIAÇÃO DE CAPIXABAS E NORDESTINAS NO ES

Consulta Pública.

A ASSOCIAÇÃO DOS MELIPONICULTORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – AME/ES, convida seus associados e não associados para participar da Consulta Pública sobre a proposta de adequação da resolução Conama nº 346/2004, nos temas de:

a) Fortalecimento da criação da Uruçú Capixaba (Melipona capixaba Moure e Camargo, 1994); 

b) Regulamentação da Uruçú Nordestina (Melipona scutellaris Latreille, 1811) no estado do Espírito Santo. 

Depois de discutido os temas neste fórum, a AME encaminhará ao Conama um documento contendo a decisão do grupo participante.

Data: 24 de Junho de 2017                             
Horário: 10h30
Local: Avenida dos Expedicionários, s/n – Jardim Camburi, Vitória/ES,  Auditório do Parque Botânico da Vale.

As contribuições podem ser encaminhadas para o seguinte email: secretaria.amees@gmail.com.



João Luiz Teixeira Santos
Presidente AME-ES







EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA

O Presidente da ASSOCIAÇÃO DOS MELIPONICULTORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – AME/ES, inscrita no CNPJ sob nº 27.428.568/0001-64 no uso de suas atribuições, que lhe confere o Estatuto Social, convoca seus associados para Assembleia Extraordinária a ser realizada no dia 24 de Junho de 2017, na Avenida dos Expedicionários, s/n – Jardim Camburi, Vitória/ES, Auditório do Parque Botânico da Vale. A Assembleia será realizada em espaço cedido, visto que a AME não possui sede própria. A instalação da Assembleia Extraordinária será às 08h30, em primeira convocação, com quórum mínimo de metade mais um dos associados. Caso o mesmo não seja alcançado, o início da Assembleia se dará em segunda convocação, até 30 (trinta) minutos após, presentes, no mínimo, o número de associados equivalente ao dobro mais um do número de membros da Diretoria Executiva. Nota: só terão direito a voto os associados que estiverem em situação regular com a tesouraria da AME. A Assembleia Extraordinária terá a seguinte ordem do dia:
• Aprovação do regimento interno;
• Assuntos diversos.

Atenciosamente,

João Luiz Teixeira Santos
Presidente

terça-feira, 23 de maio de 2017

BOLETIM INFORMATIVO

BOLETIM INFORMATIVO  01/2017
Vitória 23/05/2017




Apresentação
O presente boletim informativo tem a função de unificar em um só documento, de maneira sucinta, as atividades desenvolvidas pela AME-ES no cumprimento de seus objetivos estatutários, em seu curto espaço de vida, desde sua criação até os dias atuais.     

Breve Histórico 
Foi outro dia mesmo, em 20/08/2016, ocorreu nossa assembleia de fundação e aprovação do estatuto. Nosso Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica- CNPJ só surgiu no ano de 2017, quase no final do mês de janeiro.
Durante esse curto período de tempo, que totaliza quase 9 meses, procuramos trabalhar intensivamente para desenvolver e favorecer o conjunto da atividade da meliponicultura no Estado do ES, com consequente filiação de novos associados, sendo que hoje somos aproximadamente 50 membros.

Nossa atuação despretensiosa e constante iniciou-se com a exposição de orquídeas  no Parque da Vale, no início do mês de setembro de 2017, quando expomos nossas abelhas, dando continuidade aos trabalhos de sensibilização para com as abelhas sem ferrão (ASF) que seus fundadores já faziam, de maneira voluntária, nos últimos 10 anos no Estado do ES.
O primeiro projeto “Programa de Meliponicultura da Foz do Rio Doce”, exclusivo da AME-ES e com objetivo de despertar o interesse da comunidade para a criação racional de abelhas nativas, como atividade laboral, comercial e de lazer, logo depois da sua primeira fase de implantação conseguiu parceiros, que com aporte de singelo recurso financeiro já está formando dezenas de meliponicultores e multiplicadores na região alvo. Representa um alento às comunidades afetadas pela tragédia ocorrida no Rio Doce, mas também já aqueceu a economia regional, com a comercialização de dezenas de colônias e de caixas vazias, quantitativos que podem em breve estar passando para centenas. Esse aquecimento do mercado, faz com que atividade de meliponicultura seja beneficiada coletivamente, favorecendo individualmente o criador, potencializado a produção, permitindo que aqueles que se dedicam a atividade como comércio possam oferecer qualidade e regularidade no fornecimento de meles, colônias e materiais.  

Já implantamos dois meliponários coletivos em nome da AME-ES, ambos com cessão de área em propriedades rurais, um nas proximidades dos limites da Unidade de Conservação sustentável da Área de Proteção Ambiental Morro do Valiante, no município da Serra e o outro na Zona de Amortecimento da Unidade de Conservação de Proteção Integral do Parque Estadual Pedra Azul, no Munícipio de Domingos Martins, esse último voltado ao objetivo maior da AME-ES, que é a conservação da uruçu capixaba.  

Com a Fibria, especificamente junto ao Programa de Desenvolvimento Rural Territorial – PDRT –, nas localidades de Boa Vista e Gimuhuna, no Munícipio de Aracruz estamos auxiliando na implantação de meliponários individuais, como piloto iniciando em 04 Unidades Familiares que atuam em sistemas agroflorestais com manejo agroecológico, visando a geração de renda e incremento dos serviços ambientais prestados pelas ASF nas agroflorestas.

Com a Vale, especificamente no Parque Botânico, já estamos atuando no “Plano de Fortalecimento das ASF”, visando incrementar o manejo racional das abelhas sem ferrão na área, incluindo aí diversas ações de capacitação, sensibilização, monitoramento e também implantação de meliponário.    

Com a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do Estado do Espírito Santo – APCEF – estamos dimensionando visando a implantação de um meliponário na área de preservação natural da sede da associação, visando diversificar e aumentar a população das espécies das ASF, desenvolver ações de educação através de cursos, capacitações e oficinas, incentivando aos associados da APCEF-ES a se tornarem meliponicultores urbanos e ou rurais.

Todas as ações que envolvem o manejo das ASF o fundamento principal é reconhecer as abelhas indígenas e a meliponicultura, como prestadoras de serviços ambientais de provisão, regulação e suportes culturais.

Fomos convidados para participar como membros do Comitê Gestor da Apicultora do Espírito Santo, que agrega vários órgãos públicos e sociedade civil para traçar a política da apicultura, e agora também graças a nossa atuação, da meliponicultura. Nossa participação será no sentido de conseguir a regularização de funcionamento, seja estadual ou municipal para os diferentes meliponários, legalização e facilidade no comércio do mel e de colônias de ASF, agilidade na emissão de GTA, recebimento de recursos para fomento da atividade, e a inclusão da meliponicultura nos planos de governo, tanto no âmbito produtivo e comercial, como também ambiental, garantido ganhos pessoais para todos os meliponicultores do Espírito Santo.

Quanto ao Poder Público, já estamos bem encaminhados com a Prefeitura de Vitória para a instalação de meliponarios nos Parques da Cidade, a inclusão da meliponicultura nas ações ambientais do município, formatação da legislação municipal, regulamentação de horário na aplicação de veneno para controle da Aedes Aegypti (fumacê), substituição de árvores com pólen toxico por plantas melífera, educação ambiental para tornar a população amiga das abelhas nativas, fazendo como que a meliponicultura se fortaleça, ajudando aos meliponicultores individualmente, observando que serão apenas os criadores  de Vitória, mas também os dos outros municípios, já que a política da capital, acaba por influenciar os outros municípios que procuraremos, uma vez concretizando o acordo de intensões na Capital.

Nosso programa de capacitação e nivelamento do associado já tratou de temas como pasto melífero, introdução aos conceitos da biologia e comportamento das ASFs, confecção de atrativo e iscas, diferentes conceitos de caixas racionais, nossas próximas capacitações vão trata de alimento energético e proteico
As ações executadas e brevemente descritas foram adotadas e negociadas com a preocupação de sempre atender nossos interesses estatutários, com benefício direto para a associação e seus associados, uma vez que em algumas das parcerias receberemos a médio prazo, colonias e caixas vazias. Sem contar com possibilidade, no caso da Prefeitura de Vitória, de conseguirmos um espaço para nossa sede executiva com espaço para guarda de materiais, incluindo uma lojinha.
Os meliponicultores envolvidos nos projetos e associados da AME-ES poderão criar as suas abelhas em meliponários coletivos ou mesmo hospedá-las por um período do ano.

As colonias que AME-ES irá receber serão utilizadas para as futuras práticas de manejos e aulas práticas. Serão também utilizadas para novos projetos de incremento da atividade e poderão ficar sob cuidado de associados, que poderão no futuro multiplicar, ficar com parte das divisões e agregar as outras em novos programas ou beneficiários de programas, sempre de maneira formal e transparente.
  
Esse é o sentido do associativismo: a união de pessoas para atender os objetivos em comum, antes dos individuais. No nosso caso, o objetivo comum é proteger as abelhas, a natureza e os interesses coletivos dos meliponicultores. Observamos que quando alguns interesses individuais passam a ser compartilhados por vários eles se tornam coletivos, dessa maneira está chegando a hora de fazermos um levantamento a respeito desses interesses e começarmos a atuar para que eles sejam garantidos. Isso, sempre em de acordo com nossas possibilidades financeiras, jamais contrapondo à Constituição Federal, o Código Civil Brasileiro, aos órgãos ambientais regulamentadores e fiscalizadores a nível federal, estadual e municipal, e, é claro, o nosso Estatuto. A associação somente pode fazer aquilo que a Lei e o Estatuto nosso permitem.

Com isso, acreditamos estar tendo como retorno o reconhecimento dos órgãos públicos, imprensa e sociedade civil, trazendo dessa forma benefícios individuais aos meliponicultores, mais especificamente aos nossos associados, lembrando que somos uma associação, isto é a união de pessoas que se organizam para fins não econômicos e não somos uma cooperativa, cuja finalidade é essencialmente econômica e seu principal objetivo é viabilizar o negócio produtivo dos associados junto ao mercado.

Muita coisa está mudando na meliponicultura nesses últimos meses, nossos meles agora são considerados legalmente como tal e a legislação está sendo discutida com intuito de facilitar a criação das ASF. Vamos construir isso JUNTOS !!!  


domingo, 21 de maio de 2017

PORQUE SER UM AME?

  “Preservar as abelhas nativas”.
  Este é o objetivo número um da AME-ES.
  “Participar e promover a proteção, conservação, preservação, recuperação e melhoria do meio ambiente são alguns dos outros”.
  E entre os demais objetivos, são estes que mobilizam e envolvem as pessoas associadas, que tem como base comum, o amor pelas abelhas, e pela natureza.
  A AME-ES tem feito o possível para colocar em prática ações que possibilitem o alcance desses objetivos.
  Fazer parte desse grupo, é estar perto de pessoas que têm em comum o interesse, e a disposição, em agir em prol das abelhas nativas, e do meio ambiente. Propiciando aprendizado e sentimento de pertencimento.
  Coletivamente podemos fazer mais em defesa de animais tão importantes, e que sofrem os mais diferentes tipos de dificuldade para sobreviver, e evoca sentimentos de que estamos fazendo a diferença para a preservação da natureza.
  Alguns ainda perguntam, o que é que eu ganho em fazer parte dessa associação?
  Penso que a pergunta que deveria ser feita é: o que posso fazer nessa associação para contribuir para a preservação das abelhas nativas?
  Um dia colheremos muitos frutos das sementes que estamos plantando hoje. Precisamos ter paciência e entender que alguns só querem colher, e rápido.
  E aos que estiverem dispostos a semear boas ideias, cuidar das abelhas, e contribuir para a preservação da biodiversidade, que venham fazer parte desse grupo.

Adriana Pessotti Bastos

Associada Fundadora AME-ES

sábado, 6 de maio de 2017

NORMATIZAÇÃO DA MELIPONICULTURA DEVE RECEBER MUDANÇAS EM BREVE

No último dia 27 de um grupo de meliponicultores apresentou para diferentes entidades uma proposta para alteração da atual norma reguladora. Segue um relatório independente preparado por alguns dos presentes. Ainda não saiu o  relatório oficial que será emitido pelo Ministério do Meio Ambiente


BREVE RELATO DA REUNIÃO NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE O presente relato (independente do relatório oficial) tem o objetivo de abordar os temas debatidos na reunião que foi realizada no ultimo dia 27/04/2017 pelo Ministério do Meio Ambiente, para discutir as possibilidades de mudanças e reformulação na Resolução CONAMA 346/2004. Participantes Estiveram presentes na reunião: • Representantes da Confederação Brasileira de Apicultura – CBA; • Analistas ambientais do IBAMA; Analistas do ICMBio; • Analistas do Ministério do Meio Ambiente; • Coordenadores da reunião (membros do Ministério do Meio Ambiente); • Pesquisadores da EMBRAPA; da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia- UFRB; • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB; Universidade de São Paulo – USP; • PUC – Rio Grande do Sul; Universidade Estadual do Maranhão; Associação de Meliponicultores do Distrito Federal – AME – DF; • Federação Baiana de Apicultura e Meliponicultura – FEBAMEL; • Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro – AME – Rio; • Representante do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos; • Federação de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina; • Outras Federações e MELIPONICULTORES de Goiás e Distrito Federal. Temas discutidos As discussões foram conduzidas pelos representantes do Ministério do Meio Ambiente que em todos os momentos se demonstraram abertos ao debate para a resolução dos principais gargalos que enfrenta a Meliponicultura. O representante do Ministério do Meio Ambiente relatou inicialmente que já havia tratado com a CBA a respeito da necessidade das mudanças na Resolução 346/2004 para atender as demandas da Meliponicultura brasileira. Principais temas discutidos foram: • Limite de colmeias e procedimentos de cadastro; • Cadastro Técnico Federal simplificado; • Espécies criadas em regiões geográficas diferentes de sua origem; • Propostas de alteração da Resolução 346 recebidas formalmente; • Proposta de minuta da Resolução alterada; marcos legais da criação de abelhas no Brasil; • Casos específicos da Melipona scutellaris (uruçu nordestina) e da Melipona capixaba. Limite de colmeias Após diversas justificativas e falas dos representantes das entidades a respeito do número limite de 49 colônias, ficou acordado por unanimidade que essa questão deverá ser mudada, tornando a atividade sem um número limite para criação. Cadastro Técnico Federal Quanto a necessidade de registro no Cadastro Técnico Federal (CTF), o representante do Ministério do Meio Ambiente e demais analistas presentes relataram que por força da legislação, não se pode isentar. Entretanto, entendem que é fundamental simplificar os procedimentos, saindo do processo trifásico (1.Cadastro/2.Autorização de instalação/3.Autorização de uso e manejo) para o monofásico que seria somente o preenchimento dos formulários do CTF e emissão de relatório anual de regularidade. Estas (CTF e Relatório Anual) seriam as duas coisas indispensáveis para cadastramento do meliponário, sem prejuízo da comercialização dos produtos das colmeias tais como enxames, discos, mel, própolis, samburá e outros. Em resumo ficou acordado que o CTF é necessário, mas será simplificado de forma que fique claro para o Meliponicultor os procedimentos de preenchimento do cadastro. Entre as simplificações, estão: 1) A inserção da atividade da Meliponicultura nos itens relacionados a categoria “uso de recursos naturais e atividades potencialmente poluidoras (CTF – 20)”; 2) A obtenção do Certificado de Regularidade – CR deixará de ser trimestral para ser anual em conjunto ao Relatório Anual de Atividades de forma simplificada. Transporte das abelhas Sobre a questão do transporte das abelhas, o representante do IBAMA relatou que por força da legislação, o transporte de abelhas silvestres somente poderá ser feito dentro de sua região geográfica de ocorrência natural, e mediante autorização emitida pelo Sistema Nacional de Gestão da Fauna Silvestre – SISFAUNA. O SISFAUNA é um sistema eletrônico de gestão e controle dos empreendimentos e atividades relacionadas ao uso e manejo da fauna silvestre em cativeiro em território nacional. Na reunião ficou claro que os procedimentos de transporte serão simplificados (segundo o representante do IBAMA, “depois que já tem registro, dá para fazer a autorização de transporte em 5 minutos”) e terão validade de 90 dias, mas sem prejuízo das exigências de outras instancias públicas. Continua sendo proibido o transporte de abelhas nativas fora de sua região geográfica de ocorrência natural, exceto para fins científicos. Sobre o forrageamento (transporte temporário de colônias para alimentação das abelhas e polinização dos campos) feito dentro do município e com espécies de ocorrência na área do Estado, foi dito que será feita a verificação se somente a autorização de manejo (cadastro simplificado) poderá servir como autorização para esta modalidade de transporte. O Meliponicultor poderá ter mais de um meliponário em mais de um município. Por força de Lei, as atividades envolvendo espécies de abelhas nativas para fins científicos serão autorizadas pelo SISBIO/SISFAUNA. Para fins científicos, o transporte poderá ser feito fora da região geográfica de ocorrência natural com autorização do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade - SISBIO. O SISBIO é um sistema de atendimento à distância que permite a pesquisadores solicitarem autorizações para coleta de material biológico e para a realização de pesquisa em unidades de conservação federais e cavernas. Proposta para classificação de uma lista de espécies em “domésticas” Sobre a questão de tornar abelhas nativas “domésticas”, o Analista Ambiental do IBAMA disse que por força de Lei, para ser doméstica, teria que ser exótica, ou proveniente de seleção artificial, ou dependência de manejo do homem. Então, na legislação atual não se pode domesticar animal silvestre, e a resolução não tem poderes para mudar a lei. Melipona capixaba Sobre a Melipona capixaba, o representante do ICMBio e outros representantes, disseram que será necessário um “adendo” especial tendo em vista as especificidades que envolvem a espécie. Outros representantes destacaram que a necessidade da realização de outros estudos sobre a possível hibridação da M. capixaba com M. scutellaris e que será mesmo necessário essa atenção especial para essa espécie e os cuidados no manejo; Possuidores de espécies que não ocorrem no estado Quanto as demais espécies de diferentes áreas de ocorrência natural e que já foram disseminadas por todo o Brasil, especialmente a uruçu nordestina, deverá ser “mantido como está”. Foi usado o termo “congelamento”, ou seja quem já está criando, vai manter a criação, sua reprodução e exploração de seus produtos, mas no local onde se encontram, não sendo permitido vender, comprar, trocar, doar, e transportar as colônias fora de sua região de ocorrência exceto para fins científicos. Agrotóxicos e combate a vetores de doenças A Resolução terá um artigo que tratará da necessidade da fiscalização e proteção das abelhas sem ferrão em relação à aplicação de agrotóxicos e pulverização para o controle do Aedes aegypti. Encaminhamentos seguintes A proposta votada do Grupo Leis da Meliponicultura foi lida e entregue ao representante da CBA que encaminhará formalmente ao Ministério do Meio Ambiente como proposta do grupo. Todas as propostas, bem como os temas expostos na reunião, serão levados em conta para consolidação da revisão da 346. A revisão será encaminhada para os representantes e ocorrerá nova reunião para debate da minuta. O itens debatidos ainda não estão O itens debatidos ainda não estão em vigor, mas o Ministério do Meio Ambiente pediu celeridade nesses encaminhamentos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O PROGRAMA DE MELIPONICULTURA FOZ DO RIO DOCE CHEGA A POVOAÇÃO

         Tendo iniciado em Regência e se expandido também para Entre Rios, agora é vez do Distrito de Povoação, Linhares, receber a AME-ES para a implantação do Programa de Meliponicultura da Foz do Rio Doce.
         Os moradores receberão treinamento de iniciação em meliponicultura nos dias 22 e 23/04. A formação continuará on line, e se necessário, em mais visitas.
         A meliponicultura será implantada em Povoação, inicialmente com três espécies: jatai, mandaçaia e uruçu amarela. Parte dos participantes serão curador de colmeias, com acompanhamento da AME -ES, para posteriormente irem sendo desdobradas para contemplar os outros participantes e também futuros projetos sociais de meliponicultura da associação.
        O Programa de Meliponicultura da Foz do Rio é uma iniciativa da AME-ES com o Instituto Ecomaris e conta com apoio do Projeto Tamar.
         A inclusão de Povoação foi possível ser antecipada graças a recursos repassados pela COMFREM / BRASIL, AMEX com financiamento da VITALOGY FOUNDATION.
       



quinta-feira, 6 de abril de 2017

PROGRAMA DE MELIPONICULTURA NA FOZ DO RIO DOCE RECEBE APOIO

Em dezembro de 2016, a associação e o Instituto Ecomaris, com apoio do Projeto Tamar, iniciaram um programa de meliponicultura em Regência em Entre Rios, Linhares (ES). Registramos a ação nesse blog: https://ame-es.blogspot.com.br/2016/12/a-ame-es-inicia-programa-de.html

Na época, inauguramos um pequeno meliponario no Centro Ecológico do Projeto Tamar em Regência e em Entre Rios.
Apresentamos as abelhas para os participantes em uma exposição e com a utilização de  palestras. Nas duas localidades foram realizadas oficina de práticas de transferência.

Tendo conquistado a simpatia do movimento ambiental, o  nosso projeto foi indicado pelo Comunidade Regência Viva, dentre outros, à Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativista e dos Povos Costeiros Marinhos (CONFREM); que havia recebido um aporte através da Vitalogy Foundation, braço social da banda norte - americana Pearl Jam, que doou a arrecadação de um show em 20 de novembro, em Belo Horizonte (Veja mais aqui). A CONFREM nos contemplou com uma verba de R$ 7.110,00, sendo que já recebemos uma parcela.

Com a parcela inicial, no dia após a realização do II módulo da formação, no último dia 25, conseguímos a distribuição de 16 colonias em Regência e Entre Rios, sendo dez com a espécie jataí (Tetragonisca angustula) e seis de uruçu amarela (rufiventris-mondory).

Abelhas para o Programa de Meliponicultura da Foz do Rio doce.


Meliponarios foram instalados também na comunidade ribeirinha de Entre Rios. 

AME-ES E Instituto Instituto Ecomaris entregando enxames

Participantes vão cuidar das colonias para na primavera serem desdobradas para outros também receberem.


Alegria da Sônia, participante do Programa ao receber uma colônia para cuidar





Ainda no segundo módulo, o Biólogo Paulo Henrique D. Barros, fez uma apresentação explanando o o tema "Manutenção da Saúde e Alimentação das Colonias", tratando da prevenção como forma de se ter sempre os enxames fortes.



Paulo Henrique.

Judsmar Barbosa, o "Júlio", também agradou bastante aos participantes com uma oficina bastante participativa, onde foram fabricados os famosos "bombons de pólen" pelos participantes.

Com a mão na massa de pólen para a fabricação do alimento

Prática - "bombom de pólen"

Judsmar Barbosa ensinou a preparar alimentação artificial

Oficina de produção de alimento proteico.

Nessa etapa também foi realizada uma outra prática, quando foi multiplicado um enxame de  uruçu no meliponario, que foi fundado no primeiro módulo.

Divisão de Uruçu
Durante a revisão das abelhas jatai que foram instaladas ali quando da realização da oficina de transferência de PET, todos ficaram felizes ao ver como os enxames cresceram; ocupando agora, o comportamento de ninho por completo. Esse grande desenvolvimento dos enxames ainda jovens, não deixa dúvida a respeito da grande vocação da região da Foz do rio Doce para a meliponicultura. Aliás, o meliponario ganhou mais espécies, que vieram do plantel que estamos formando.
Enxames que foram transferidos de PET no Primeiro módulo cresceram muito


Enxame do meliponario da AME recebendo melgueira.
Em Povoação, o programa se iniciará no em em 22 e 23/04. Além da formação básica, nestes dois dias, haverá a entrega de 10 colonias  (jatai, mandaçaia e uruçu amarela), além de iscas e atrativos. 

No total, até o 23 de abril, ao final do primeiro módulo em Povoação, a AME-ES, terá deixado, no mínimo, 35 enxames na região, dentre os que estão no meliponario da AME-ES/TAMAR e nas residencias dos participantes,  polinizando e  divulgando a atividade.

Serão distribuídas, também, um total de 38 caixas racionais para a continuidade o Programa de Meliponicultura da Foz do Rio Doce.

E isso é apenas o começo. Estamos em busca de novos apoios para viabilizar uma expansão rápida do programa.

João Luiz Teixeira Santos
           Presidente



















sábado, 1 de abril de 2017

AME - ES EM PEDRA AZUL

No último dia 12, a AM-ES promoveu em parceria com o Instituto Canal, o seu  encontro na localidade de São Paulinho, Pedra Azul,

Tendo a Uruçu capixaba como principal tema, o encontro contou com participantes de diferentes municípios.

Thiago Branco tratou do tema Meliponicultura e Ecologia, onde abordou não só o retorno positivo da meliponicultura para ecologia, como discorreu sobre as responsabilidades dos criadores com o  meio ambiente.

Meliponicultura e Ecologia - Thiago Branco

Thiago defendeu que os criadores devem estar atentos, procurando serem  mantenedores apenas de espécies de ocorrência natural nos ambientes de seus meliponarios. Ele ressalta, que fica muito preocupado com a criação da espécie Melipona scutellaris (uruçu nordestina) no Espírito Santo, principalmente em regiões próximas dos locais mais indicados para a abelha capixaba,ou seja, nos locais com altitudes a partir de 600 metros.  A preocupação vem do fato de haver registro de casos de hibridismo entre as espécies.

E ele tem razão -  as duas espécies são irmãs, - existindo poucas diferenças genéticas entre elas. Os machos da uruçu nordestina são capazes de fecundar a rainha da uruçu capixaba, gerando híbridos férteis.

Participantes acompanhando a apresentação do Thiago Branco

Judismar Barbosa, o Júlio, falou sobre caixas racionais e alguns de seus diferentes modelos. Sugeriu a utilidade de ser procurar aqui, decidir um padrão, que pode ser caixa modelo Fernando de Oliveira (INPA), com os criadores de capixabas utilizando as mesmas medidas, para facilitar o intercambio de genética entre os criadores.

Julio explicou ainda, a teoria do processo de divisão nesse modelo, e aspectos gerais dos manejos,

Representando o Instituto O Canal, Sandro Firmino falou que o surgimento da AME-ES, foi fator decisivo para que ele e O Canal passarem a militar a favor da meliponicultura. Sandro falou sobre  Reserva Particular do Patrimônio Natural - RPPN. Na oportunidade, explicou que o Instituto O Canal está se preparando para registrar uma em Pedra Azul, e que vai juntamente com a AME-ES, trabalhar a meliponicultura no local, que pretende que seja um santuário onde as espécies nativas estejam protegidas.

Eu fiquei encarregado de falar sobre a Melipona capixaba, como matrimonio ambiental e também cultural do Espírito Santo - já que a criação da uruçu preta ocorre a muitas gerações.

Na oportunidade comentei que a nossa uruçu está ameaçada pelo fato  da área de ocorrência natural identificada até o momento ser bastante limitada, em torno de 3450 km ². Somando-se a isso, o fato de ter ocorrido nos últimos anos uma redução dos ninhos naturais, e a presença perigosa da uruçu nordestina, a espécie passa o correr mais riscos, estando em situação de perigo mais efetivo.

Embora esteja havendo um progressivo aumento na quantidade de colonias de capixabas em meliponarios, o risco da espécie permanece, já que dentro dos critérios científicos atuais, considera-se apenas a ocorrência natural, quando se avalia a situação de risco de uma espécie.

A legislação castradora acaba por se tornar um um problema para a melhoria da situação, uma vez que, enquanto ajudaria bastante um comércio efetivo dentro de uma área estratégica (regiões do ES com altitude acima de 600 metros), a legislação ambiental, engessa este avanço ao proibir o comércio de animais na lista.

A Melipona capixaba foi tema em Pedra Azul
 A preservação dessa espécie, que deve ser melhor conhecida pelos capixabas, deve passar pelo estabelecimento de um plano de ações bem montado, atuando em diversas frentes:
- Trabalho de conscientização para evitar a retirada ou morte de ninhos naturais;
- Formação continuada dos meliponicultores;
- Não retirada da área de ocorrência;  
- Ampliação da área de ocorrência, permitindo e incentivando a criação em todo o Estado do Espírito   Santo, desde que em locais com altitudes a partir de 600 metros;
- Adequação da legislação, com concessão de licenciamento ambiental simplificado;
Permissão de transporte dentro da região de montanhas;
- Melhoria da genética com migração das colonias dentro da área estratégica;
- Estabelecer um percentual de colonias de criadores que devem ficar sem manejo, a não ser  de      manutenção para enxameamentos para a natureza;
- Não criação da espécie da uruçu nordestina no Estado do Espírito Santo.




É dentro deste contexto que o Instituto o Canal e a AME-ES, lançaram neste dia a pedra fundamental de um criatório junto da área que será transformada em RPPN. Este meliponario ficará a disposição dos associados da AME - ES que pretendem criar a uruçu capixaba com fins preservacionistas, mas ainda não podem,  por não terem acesso a um espaço propício.

A intensão é que colonias dos mais diferentes locais fiquem concentradas nesse espaço, o que irá proporcionar troca de genéticas entre elas, e também, com as que já existem naturalmente no local.

Ocupando uma área total de 49 mil metros, no centro da área de ocorrência da espécie, o meliponario e a RPPN estarão próximos ao Parque da Fonte Grande e da bela Pedra Azul. Local. Perfeito para a meliponicultura, tanto que, bem próximo estão presentes 03 ninhos naturais da espécie melipona mandaçaia, que os participantes puderam conhecer. Um destes ninhos está em risco, pois a árvore está morta. Vem sendo monitorado e na próxima primavera será transferido para uma caixa.

E foi onde está sendo instalado o meliponario  coletivo da  AME - ES que aconteceu a parte teórica do I Encontro, com oficinas de divisão de mandaçaia e uruçu capixaba.

Divisão de Uruçu Capixaba - André e Ozenio
Associados conhecendo a área do meliponario coletivo e futura RPPN

Oficinas de Divisão 

Acesso ao meliponario e futura RPPN - Rogério, Adriana, João

Divisão de Uruçu Capixaba - André e Thiago

Thiago Branco, Caio e Sandro Firmino (fundo)
O meliponario será gerido pela AME-ES e Instituto o O Canal

Postagem de João Luiz T. Santos