quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Parque de Vitória será reformado e vai ganhar criadouro de abelhas


Obras no Parque Natural Municipal Vale do Mulembá vão custar mais de R$ 1,8 milhão

Parque Vale do Mulembá vai ganhar criadouro de abelhas sem ferrão
Parque Vale do Mulembá vai ganhar criadouro de abelhas sem ferrão.
                   

O Parque Natural Municipal Vale do Mulembá, em Vitória, vai ser reformado. Além de melhorias em sua infraestrutura, o parque, berço de extração do barro da panela de barro, vai ganhar um núcleo de apoio às paneleiras e o primeiro criadouro de abelhas sem ferrão na Capital. A ordem de serviço foi assinada no início de setembro e as obras vão custar mais de R$ 1,8 milhão. Os recursos são provenientes da compensação ambiental firmada entre a ArcelorMittal e a Prefeitura de Vitória.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Luiz Emanuel Zouain, conta que a implantação do meliponário, como é chamado o local de criação de abelhas sem ferrão, vai gerar emprego e renda porque também está prevista uma capacitação para moradores trabalharem no local.

"São culturas de abelha sem ferrão. Já estamos lá com experimentos da Associação dos Meliponicultores do Estado do Espírito Santo que vai nos ajudar a, em breve, capacitar quem mora na redondeza e que tenha interesse na área, a trabalhar na produção desse mel, um mel extraordinário", reforça.
A fundação do meliponário será feita através de um convênio, assinado entre a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, e a Associação dos Meliponicultores do Estado do Espírito Santo (AME-ES).
Entre as outras melhorias de infraestrutura do parque, estão previstos um cercamento frontal, pórticos de entrada, vias de acesso interno, estacionamento, centro de informações ao visitante e um centro educativo e cultural. A obra começa nos próximos dias, com previsão de oito meses para ser concluída. O local, que encanta a todos com a vegetação de Mata Atlântica de encosta e topos de morros, continuará aberto durante a reforma.
O Parque Natural Municipal Vale do Mulembá tem uma área de mais de 142 hectares e apresenta faixas de terras nos bairros Joana D'arc, Conquista, Redenção, São José, Tabuazeiro e São Cristóvão.

Meliponicultura e Educação

Temos investido educação ambiental e divulgando a meliponicultura junto às comunidades e escolas públicas e particulares.

No último mês de junho, no  Parque Natural Vale do Mulembá, quando da instalação do meliponário experimental, esteve presente a Escola Almirante Barroso. Na oportunidade, juntos do Emparede Arte Contemporânea, pudemos apresentar a meliponicultura para os alunos.  - Saiba mais - Como resultados surgiram trabalhos envolvendo a meliponicultura no contexto de diferentes disciplinas.

A partir da experiência um grupo de alunos produziu um vídeo que será apresentado na reunião da AME-ES no dia 16 no Parque Botânico da Vale, e também na comemoração do Dia abelha, 03 de outubro e em outros eventos.

Mas o projeto dos alunos e professores desta escola não parou por aí, e está chegando até a comunidade. O grupo passou a ser multiplicador da proposta, e está iniciando com o acompanhamento da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Urbanos da Prefeitura Municipal de Vitória, um projeto visando a implantação da atividade em Goiabeiras, tradicional bairro de Vitória. O está repassando os conhecimentos que estão adquirindo com a Ame - ES, Emparede e  trabalhos de pesquisa.

             
Aluna da repassando os conhecimentos adquiridos através da Ame e Emparede.  A PMV é parceira no Projeto.    


Em agosto atendemos o convite da Escola Monteiro Lobato, também e Vitória, e mais uma vez fomos muito bem recebidos. Em uma palestra sobre as abelhas nativas os alunos aprenderam a importância desses polinizadores e a necessidade de protege-los.ró

O próximo município em estaremos presentes em escola é a Aracruz.

Escola recebendo a AME-ES

Ao conhecer as abelhas sem ferrão o jovem tende a se tornar divulgador e defensor.



sexta-feira, 1 de setembro de 2017

AME - ES COMEMORA UM ANO

O encontro no dia 19 de agosto foi muito especial para a AME-ES. Contando com a participação massiva dos associados e também de novos participantes, a reunião aconteceu na Sede Social da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Feeral em Bicanga, Serra.
Foi mais um momento de muita harmonia confraternização. Durante a reunião foi relatado para os associados como está o andamento dos projetos e programas que estão sendo desenvolvidos e discutidos assuntos gerais.
Na oportunidade também foi apresentada a caixa didática com simulação de um ninho, que será utilizada nos treinamentos que foi bolada pelo amigo Medina, da AME-RIO. Foram também sorteadas colônias doadas pela Associação e pelo associado Vinicius Figueira, e outros brindes.
Depois da reunião os participantes fizeram uma caminhada pela trilha onde já estão instaladas várias espécie de a abelhas, e para encerrar, um churrasco de confraternização que se estendeu até o fim da tarde.

Plenária da AME-ES

Mais criadores se associaram

Felipe falando sobre o Convênio da AME-ES com a PMV

Adailton falando sobre o convênio com o clube - Associados da AME-ES poderão se associar também ao clube.  

Robson falando sobre a parceria com o agricultores de Aracruz


Enquanto a reunião acontecia (ao fundo) os dependentes se divertiam
O clube da APCEF, conta com lazer completo.

Vinicius Figueira dou uma colônia de jataí para sorteio. O vencedor, novo associado, Marcos Neiva. A AME-ES ganhou do Vinicius um enxame na isca.
A jataí do Marcos Neiva ficou bem acomodada na Trilha das Abelhas

Depois da reunião aconteceu churrasco de comemoração

A feira de troca e venda mais uma vez aconteceu. 
Aniversariante importante não podia deixar ficar sem um bolo


sábado, 5 de agosto de 2017

Associação de Meliponicultures e Associação de Pessoal da Caixa Fazem Parceria - Associados vão ter clube e meliponário

Agora os meliponicultores do Espírito Santo vão poder contar com mais um ótimo espaço: A associação está formalizando um acordo para que nos próximos dias, seja inaugurada a Trilha das Abelhas, um espaço para meliponário na área verde do Clube dos funcionários da Caixa -APCEF.

Edmar Martins, Presidente da APECEF: Feliz com a entidade sendo amiga das abelhas.

Adailton, representando a AME-ES, um dos articuladores e Coordenador, assinando acordo. 

Judismar Barbosa - Tesoureiro da AME-ES

Além da trilha, planeja-se também, a construção de um meliponário coberto para pelo menos 50 colônias. Essa excelente área verde estará disponibilizada para que a Associação, seus associados, e os associados da APCEF possam instalar colônias, praticar ações de educação ambiental e manejos envolvendo as abelhas nativas.
São em torno de 1.400 metros de trilha.
juto à trilha está garantida a água para as abelhas - Local muito indicado para a criação de meliponas
Diferentes espécies já estão instaladas na Trilha das Abelhas - Irai.
Mirim guaçu na Trilha dasAbelhas. 
As colônias ficam em caixas de diferentes modelos.
A disponibilização do local vai oferecer aos criadores um local onde possam criar abelhas nativas, e compartilhar genética com outros criadores. Basta que seja associado da AME - ES, ou APCEF, e se credencie.


A APECEF também irá adquirir algumas colônias de abelhas que serão utilizadas para formação de criadores dentro do quadro de bancários da Caixa associados. Isso através da AME-ES, que em troca, receberá parte dos desdobramentos para utilização em projetos futuros, de fornecimento de colônias para os associados, e também para projetos sociais.

ASSOCIADOS DA AME-ES TAMBÉM PODERÃO SE ASSOCIAR AO CLUBE SEM PAGAMENTO DE TAXA DE ADESÃO.

Outro Termo está sendo fechado. Esse está liberando os associados da AME-ES de pagar a taxa de adesão geralmente cobrada do público externo que deseja frequentar o clube. Assim, poderão, usufruir além do meliponário, de  toda estrutura de um clube: piscinas, toboágua, campos de futebol, sauna, sala de jogos, bocha, churrasqueiras, apartamentos... tudo isso perto da praia:

O clube está localizado em área de Mata Atlântica na Grande Vitória (Serra) 
Assim, os meliponicultores do Espirito Santo serão, provavelmente, os primeiros do Brasil a poder contar com um meliponário - clube.

CLUBES EM CACHOEIRO DO ITAPEMIRIM E COLATINA:


O convênio abrange também também as sedes da APCEF em Cachoeiro do Itapemirim e Colatina. Assim, estamos proporcionando aos associados, possibilidades de encontros de lazer e também de confraternização na Grande Vitória, no norte e também sul do Estado.

Clube em Cachoeiro do Itapemirim dispõe de piscinas, Campo de futebol, quadra churrasqueira, espaço para festas)
Sede de Colatina: Piscina com toboágua, campos de futebol, bocha, churrasqueiras e cozinha para festas.

REUNIÃO MENSAL DA AME NA SEDE DA APECEF:

Será nesse cenário da Sede Social em Bicanga (Serra) a reunião mensal de agosto. No dia 19 os associados poderão conhecer o local e se informar melhor sobre a utilização do meliponário e sobre como se associar, além de receber informes sobre as atividades que vêm sido desenvolvidas. Na oportunidade, haverá ainda o sorteio de uma colônia de jataí.

CONFRATERNIZAÇÃO - ANIVERSÁRIO DE 01 ANO

Após a reunião haverá um churrasco de confraternização em um dos quiosques do clube, o Quiosque 5, próximo da piscina e também da Trilha das Abelhas, em comemoração do aniversário de um ano de fundação da AME-ES. Para participar, entrar em contato com o Conselheiro André, pelo email hunterandre@hotmail.com ou watsapp 27 997906485.

Postado por João Luiz T. Santos.




 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Convite Para a Reunião de Agosto de 2017

Convidamos os associados para uma reunião no dia 19 de agosto de 2017, sábado as 09hs, na Sede Social da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (APCEF), situada à Av. Meridional, número 2129, Bicanga – Serra/ES, para tratarmos dos seguintes assuntos:

Relatório das atividades desenvolvidas no primeiro ano da AME/ES;
Grupo de trabalho da câmara técnica (Legislação, SIF e Programa Estadual da Meliponicultura 2018-2022);
- Inauguração de um meliponário para utilização dos associados, naquele local;
- Convênio com a APCEF para que os associados possam utilizar as instalações do clube;
- Orientações sobre o cadastro de dependentes;
- Anuidade 2017/2018.

Em 01 de Agosto de 2017.

João Luiz Teixeira Santos - Presidente.

GUANANIRA - A ILHA DO MEL

Os índios chamavam a ilha de Vitória de Guananira, ou "Ilha do Mel'.

Foi essa a inspiração para o nome do Grupo de Trabalho composto de representantes da Prefeitura de Vitória, da  Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Vereadores, e também por Membros da  Associação dos Meliponicultures do Estado do Espírito Santo - AME - ES; para discutir e encaminhar questões relativas a meliponicultura no âmbito da Cidade de Vitória.

Assim, AME-ES está tendo esta oportunidade de apresentar demandas tais como: a apresentação de uma Lei regulamentando a atividade na Capital, o encaminhamento de uma solução para a problemática da aplicação de venenos que, acabam por matar os polinizadores, e o desastre das árvores tóxicas como o neem indiano e espatódeas.

O Grupo de Trabalho está se preparando para implantar um programa de meliponicultura na "ilha do mel", envolvendo a educação ambiental, implantação de meliponários nos parques, e ainda treinamentos, principalmente dos moradores das imediações das áreas verdes da cidade.

 A primeira ação ocorreu no Parque Natural Municipal doVale Mulembá, onde foi instalado um meliponario em 07 de junho. Já estão instaladas algumas colônias e já iniciamos trabalho de educação ambiental e noção de meliponicultura com estudantes e moradores - Veja postagem a respeito

Recentemente foi realizada uma visita ao projeto de meliponicultura em andamento nas aldéias indíginas de Aracruz, para conhecer o funcionamento e, juntando com a experiencia já adquirida com nossas atividades na foz do Rio Doce, planejar um futuro projeto para a população do entorno dos Parques Municipais.
Visita ao projeto de meliponicultura indígena

O grupo pôde conhecer melhor a as abelhas nativas e as potencialidade ambinentais, sociais e eoconomicas da meliponicultura

A intenção do Guananira é fazer Vitória voltar a ser a "ilha do mel". Para isso, se busca oferecer aos moradores uma forma de acesso às colônias, tornando a meliponicultura uma atividade reconhecida e produtiva, incentivando a produção de méis das abelhas nativas, ao mesmo tempo em que se oferece polinizadores para as áreas verdes da Cidade.







sexta-feira, 28 de julho de 2017

ENCONTRO DA AME TEM OFICINA DE FABRICAÇÃO DE LÂMINA DE CERA E APRESENTAÇÃO SOBRE FORÍDEO.

No encontro de julho, no dia 15, mantivemos a feirinha e o também já tradicional lanche compartilhado, que ocorrem desde a nossa Assembléia de Fundação e, é claro, conversamos muito sobre abelhas.

Na reunião, nosso o Associado e Engenheiro Ambiental, Ricardo Braga apresentou uma pesquisa que fez sobre os trabalhos realizados sobre essas moscas, além das metodologias utilizadas no combate a essa, que é a pior praga da meliponicultura, depois dos humanos, é claro.
Ricardo Braga 
Na mesma oportunidade, Rogério Caldeira do Emparede Arte Contemporânea foi facilitador de uma oficina de fabricação de lâminas de cera. Os associados presentes produziram as lâminas e puderam trocar opiniões e experiência de como se usar a cera bruta de apis junto com a cera ou atrativo de abelhas nativas para adiantar o crescimento das colônias, fornecendo também na forma de potes de alimento e invólucro para os discos de cria.  
Rogério Calderia (AME -ES e Emparede)
,
Os associados e seus dependentes puderam praticar


Com a cera e cerume é possível construir potes artificiais

E as lâminas realmente agradam. Em nossa visita de acompanhamento das abelhas do Programa de Meliponicultura e do nosso meliponário no Projeto Tamar, em regência, e também em Entre Rios, oferecemos para as aabelhas. Principalmente as jataí gostaram muito da oferta - formaram aglomerados retirando o material oferecido externamente.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

CONSULTA SOBRE A MELIPONICULTURA CAPIXABA

Na reunião mensal no mês de junho, os associados puderam debater a formatação do Regimento interno da AME - ES. Na mesma oportunidade, foi atendido o pedido dos associados que desejavam um debate amplo sobre uma questão bastante polêmica na atividade, que é a situação da criação preservacionista  da espécie Melipona capixaba, em relação com eventuais criatórios da espécie Melipona Scutellares no Estado do Espírito Santo.

Isso em um contexto em que está acertada alteração na legislação, reconhecendo os casos em que já há o exercício, no Brasil, de meliponicultura envolvendo espécies de áreas de ocorrências distinta de locais onde estão estabelecidos alguns meliponários.

O resultado da consulta servirá como parâmetro para futuras oportunidades de se propor alterações em normas jurídicas e, principalmente, como sugestão de condutas a serem seguidas pelos meliponicultores, uma espécie de "acordo de cavalheiros¨:

   
CONSULTA PÚBLICA SOBRE A CONSERVAÇÃO DA MELIPONA CAPIXABA (URUÇU CAPIXABA) E MANEJO PREVENTIVO DA MELIPONA SCUTELLARIS (URUÇU NORDESTINA) NO ESTADO   DO   ESPÍRITO SANTO.

Considerando a importância das abelhas e a reduzida população na natureza, entendem os criadores que estiveram presentes, que se deve reivindicar o reconhecimento oficial da meliponicultura para preservação das espécies, como atividade de utilidade pública e ambiental, e manifestam:
1. Quanto a Uruçu Capixaba:
I - Favoráveis a criação, venda e o transporte de colônias e discos da espécie Melipona       capixaba, no Estado do Espírito Santo, em altitudes a partir de 600 metros, com temperaturas médias anuais em torno de 18-23ºC e cobertura vegetal do tipo Floresta Ombrófila Densa e   Floresta Ombrófila Aberta.
II – Reconhecem como útil, a permissão para criação para fins científicos fora da área citada acima, desde que a pesquisa seja devidamente justificada, com fins específicos, e autorizada pelos órgãos competentes
III - Que todo criatório da espécie, devidamente cadastrado nos órgãos competentes apresente, não mais que relatório anual sobre o plantel.
 IV - Recomendação aos meliponários autorizados a criar a espécie Melipona capixaba a deixar 1/5 das colônias sem manejo, para possibilitar enxameamento para a natureza, de preferência em área legalmente protegida.
V - Pela facilitação do processo de emissão de GTA, com simplificação do procedimento de        remessa de todas as colônias dispersas, para locais que se enquadrem no item I.
I. 2.  Quanto a Uruçu Nordestina:  
VI - Contrários a criação e a venda de colônias e discos da espécie em locais, no Estado do Espírito santo, com altitudes a partir de 600 metros, com temperaturas médias anuais em torno de 18-23ºC e cobertura vegetal do tipo Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila  Aberta.
VII - Pela facilitação do processo de emissão de GTA e demais procedimentos de remessa de             colônias de Melipona scutellaris para fora das áreas de restrição no Estado do Espírito santo.          

Criadores propõem regras para manejo de abelha sem ferrão



Publicado Por Século diário:
http://seculodiario.com.br/34739/10/criadores-propoem-regras-para-manejo-de-especie-capixaba-de-abelha-sem-ferrao


Ganham as abelhas, ganha a Mata Atlântica, ganham as lavouras, ganham os meliponicultores, ganham os jardins e hortas urbanas, ganham os consumidores. Criar abelhas sem ferrão (ASF) é uma atividade que só traz benefícios. Tem crescido e, por isso, precisa de regulamentação própria.

Com a meta de propor regras específicas para o manejo da Melipona capixaba, a Associação de Meliponicultores do Espírito Santo (AME-ES) realizou consulta pública no último dia 24 de junho. O objetivo é favorecer a sua conservação, visto que a Melipona é endêmica do Espírito Santo – só ocorre aqui e em nenhum outro lugar do planeta – e classificada como "em perigo" na lista vermelha nacional.

A ordenação legal da atividade é urgente. A Resolução nº 346/2004, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é a principal norma legal a orientar minimamente o manejo das Meliponas no Brasil, mas não faz qualquer direcionamento para as especificidades da espécie capxiaba.

Tampouco há legislação estadual ou mesmo um único meliponário licenciado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Cresce, no entanto, o interesse dos capixabas, seja para como hobby e terapia, seja pelo seu potencial econômico.

Das cerca de 300 espécies de ASF brasileiras, 45 delas, aproximadamente, ocorrem no Espírito Santo. Mas os números são subestimados, ressalva o engenheiro agrônomo Ricardo Braga, e membro da AME-ES. A entidade foi criada em agosto passado e reúne cerca de 50 meliponicultores.

Serviços ambientais 

“Nossa meta é reconhecer as ASF como prestadoras de serviços ambientais diretos e indiretos, bem como reconhecer o Meliponicultor comercial, hobbysta ou conservacionista, como um parceiro na conservação do meio ambiente local e regional, em função dos relevantes serviços ambientais prestados pelas abelhas nativas sem ferrão”, explana Ricardo.

Os associados da AME-ES criam, em meliponários urbanos e rurais, aproximadamente 23 diferentes espécies de abelhas sem ferrão. Especificamente da M. capixaba, sabe-se que existem apenas dois meliponicultores conservacionistas.

A espécie vive em uma região muito pequena – possivelmente a menor área de ocorrência dentre todas as abelhas sem ferrão – estando restrita à Floresta Ombrófila Densa e Floresta Ombrófila Aberta, duas fitofisionomias da Mata Atlântica, numa altitude preferencial acima de 600 metros e temperatura média anual entre 18º e 23º, na região serrana do estado, limitando-se com o Caparaó. Há suspeitas de que ela seja originária também do Caparaó, ou que pode ser levada a povoar a região com sucesso, devido às semelhanças de clima, geografia e características da floresta.

Respeitar essa área de ocorrência – para a criação, venda e transporte de colônias e discos – é uma das proposições levantadas na consulta pública da AME-ES. Fora desse polígono, somente a criação para fins científicos, desde que autorizada pelos órgãos competentes.

Hibridação e outras ameaças

A AME-ES também propõe que o produtor deva deixar um quinto das colônias sem manejo de divisão ou coleta de mel, para possibilitar enxameamento para a natureza, de preferência em área legalmente protegida. Entre outras recomendações.

A Uruçú Nordestina (Melipona scutelaris) foi outra espécie alvo dos estudos da AME-ES, visando evitar sua expansão no território capixaba e consequente hibridação com a Uruçú capixaba, o que é uma das principais ameaças à espécie endêmica do Espírito Santo. Nesse sentido, a principal recomendação é pela proibição de criação e venda de colônias e discos da M. scutelaris nos locais onde ocorrem e onde se propõe expandir a ocorrência da M. capixaba.
Outras ameaças à Uruçu capixaba são o desmatamento, os agrotóxicos e transgênicos e a retirada dos ninhos na natureza, além da “legislação castradora”, que inibe a expansão da meliponicultura responsável.

Ricardo ressalta que, pelo fato da espécie estar em risco de extinção, boa parte da diversidade genética existente está nos meliponários. “Portanto as colmeias nos criadouros são importante fonte de variabilidade genética para a reintrodução em áreas de conservação”, diz.

Todo mundo ganha

A meliponicultura traz benefícios não só para as próprias abelhas sem ferrão, mas também para a floresta, os produtores os consumidores, as lavouras e as hortas e jardins urbanos.

As ASF são as principais polinizadoras da Mata Atlântica, sendo que algumas espécies de árvores são polinizadas exclusivamente por uma única espécie de ASF. As Apis, abelhas europeias e africanizadas, pousam sobre as flores, conta Ricardo, mas não necessariamente a estão polinizando. Além disso, por serem mais agressivas e predadoras das nativas, essas abelhas exóticas acabam prejudicando duplamente o potencial de polinização das espécies da Mata Atlântica.

Quanto às lavouras, no campo, e mesmo as hortas e jardins urbanos, a polinização promovida pelas abelhas nativas, sem ferrão, também melhora enormemente a produtividade e a qualidade dos grãos, frutos, flores ou outros itens produzidos.

Finalmente, o ser humano se beneficia de várias formas do manejo das gentis Meliponas. Como hobby, lazer ou terapia, a meliponicultura é excelente. Para o consumidor, o mel produzido é de qualidade superior, seja pelo sabor, valor nutricional – mais nutrientes e menos açúcar – seja em função das propriedades medicinais - cura e prevenção de diversas doenças.

Financeiramente também a atividade é um excelente negócio, pois o mel das jataís e uruçús é muito valorizado no mercado, cuja demanda só cresce e os preços estão em torno de R$ 100,00 a R$ 150,00 o litro.

Regulamentação 

As propostas para regulamentação da criação da Melipona capixaba, elaboradas durante a consulta pública da AME-ES no dia 24 de junho, serão enviadas para os órgãos regulamentadores em nível federal, estadual e municipais.

Outros coletivos de Meliponicultores, em nível federal, também deram primeiros passos visando a regulamentação da atividade, a partir de 2012, com propostas que devem ser encaminhadas para o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) nos próximos meses. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

REUNIÃO DE MAIO, 2017 - Alimentação, GTA e Tumida

     No último mês de maio, a reunião da AME -ES foi bastante produtiva, com diversificação de temas. Considerando a entrada do inverno, foi realizada uma oficina sobre alimentação artificial, tendo como facilitador o associado Judismar Barbosa, o júlio. Foi conversado sobre alimentação artificial para fortalecimento e produzido bombom de pólen.

Produção de bombom de pólen.
- Trasporte de abelhas e besouro Aethina Tumida:
     No mesmo dia, recebemos a gentil visita de Flaviane Castro de Faria, Técnica do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF). Ela participou com duas falas, quando esclareceu questões envolvendo o transporte de nossas abelhas, responsabilidade do IDAF, e sobre os riscos da chegada do besouro Tumida.

Flaviane Castro de Faria 
Foi uma boa oportunidade para saber como transportar legalmente, mas também para fortalecer a convicção de que é necessário trabalhar muito para facilitar - e o caminho é árduo, já que o manejo de transporte de animais silvestres sofre de restrições impostas pela legislação federal.
Aproveitamos para fazer algumas perguntas sobre o tema:  

1 - O que é necessário para o cadastro?

- São necessários documentos pessoais (identidade, CPF e comprovante de endereço) e um documento que comprove a posse da terra (escritura da terra, documento de compra e venda, contrato de arrendamento). O cadastro deve ser realizado no município onde estão localizadas as colmeias. Após o cadastro, a emissão da GTA poderá ser feita em qualquer escritório do Idaf.
Nos municípios de Vitória e Cariacica o Idaf não possui unidades de atendimento ao público, nesses casos, o atendimento poderá ser realizado em Vila Velha ou Serra.
2 - Pessoa jurídica também pode se cadastrar?

- Sim, pode.
3 - O cadastro também possui valor de Licenciamento Ambiental?

- Não, não possui. Esse cadastro é na área da defesa sanitária animal, ele é importante para conhecermos onde estão localizadas as colmeias, e é o primeiro passo para qualquer programa sanitário de erradicação e/ou controle de qualquer doença/praga. Em casos de foco a localização das colmeias é fundamental para que possamos definir as estratégias de controle da doença/praga.  
4 - Como devemos fazer para transportar? 

- Os produtores/criadores de deverão ter o cadastro no Idaf. A GTA só é emitida para produtores/criadores cadastrados. Será emitida uma GTA da origem para o destino. Será emitida uma GTA para cada origem.
O produtor que irá receber também deverá ter cadastro no Idaf para conseguirmos emitir a GTA, mesmo que ainda não tenha nenhuma colmeia.
Se o enxame for mudar de proprietário: 
A GTA sairá do nome do produtor/criador (que envia), e no destino terá todos os dados do produtor/criador recebedor (CPF, nome, nome da propriedade/estabelecimento, código estabelecimento, município e UF).
Se o enxame não for mudar de proprietário, for apenas ao evento e depois retornará para a origem:
Nesse caso serão duas GTAs. A primeira produtor/criador de Santa Cruz, por exemplo, para Linhares e a segunda do retorno desses animais de Linhares para Santa Cruz.
Nesse caso, no campo destino serão necessários os dados do CPF e nome do produtor/criador das abelhas de Santa Cruz (será o mesmo, tanto na origem, como no destino) e os demais dados (nome da propriedade/estabelecimento, código estabelecimento, município e UF) serão da propriedade de Linhares. Essa GTA será emitida antes do transporte das abelhas e deverá acompanhar os animais durante todo o trajeto.
A GTA de retorno deverá ser emitida no escritório de Linhares, se o retorno for na segunda-feira e lá não for feriado. Se forem retornarem no domingo, explique a situação no escritório onde for fazer a GTA e solicite documento - GTA de ida e volta.

Por João Luiz 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

MELIPONARIO EXPERIMENTAL VALE DO MULEMBÁ

No dia 07/06/2017 foi instalado o Meliponário Experimental da AME-ES em parceria com a Prefeitura de Vitória, no Parque Natural Municipal Vale do Mulembá. 
No local onde será construída a infra estrutura do Parque foi montado um pequeno meliponário para polinização, educação ambiental e formação em meliponicultura. 
Na oportunidade os visitantes puderam aprender sobre as abelhas nativas. Foram construídas iscas que foram distribuídas e espalhadas na área do Parque Natural Vale do Mulembá.

  








As colonias instaladas estão sendo acompanhadas e o resultado do desenvolvimento delas servirá para analisar o potencial do local para receber mais enxames, e definir o porte do futuro Meliponário Municipal. 

E os indicativos estão muito bons como pudemos verificar ao fazer uma rápida revisão em pleno inverno: se encontram bastante ativas 

terça-feira, 13 de junho de 2017

CONSULTA SOBRE CRIAÇÃO DE CAPIXABAS E NORDESTINAS NO ES

Consulta Pública.

A ASSOCIAÇÃO DOS MELIPONICULTORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – AME/ES, convida seus associados e não associados para participar da Consulta Pública sobre a proposta de adequação da resolução Conama nº 346/2004, nos temas de:

a) Fortalecimento da criação da Uruçú Capixaba (Melipona capixaba Moure e Camargo, 1994); 

b) Regulamentação da Uruçú Nordestina (Melipona scutellaris Latreille, 1811) no estado do Espírito Santo. 

Depois de discutido os temas neste fórum, a AME encaminhará ao Conama um documento contendo a decisão do grupo participante.

Data: 24 de Junho de 2017                             
Horário: 10h30
Local: Avenida dos Expedicionários, s/n – Jardim Camburi, Vitória/ES,  Auditório do Parque Botânico da Vale.

As contribuições podem ser encaminhadas para o seguinte email: secretaria.amees@gmail.com.



João Luiz Teixeira Santos
Presidente AME-ES







EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA

O Presidente da ASSOCIAÇÃO DOS MELIPONICULTORES DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – AME/ES, inscrita no CNPJ sob nº 27.428.568/0001-64 no uso de suas atribuições, que lhe confere o Estatuto Social, convoca seus associados para Assembleia Extraordinária a ser realizada no dia 24 de Junho de 2017, na Avenida dos Expedicionários, s/n – Jardim Camburi, Vitória/ES, Auditório do Parque Botânico da Vale. A Assembleia será realizada em espaço cedido, visto que a AME não possui sede própria. A instalação da Assembleia Extraordinária será às 08h30, em primeira convocação, com quórum mínimo de metade mais um dos associados. Caso o mesmo não seja alcançado, o início da Assembleia se dará em segunda convocação, até 30 (trinta) minutos após, presentes, no mínimo, o número de associados equivalente ao dobro mais um do número de membros da Diretoria Executiva. Nota: só terão direito a voto os associados que estiverem em situação regular com a tesouraria da AME. A Assembleia Extraordinária terá a seguinte ordem do dia:
• Aprovação do regimento interno;
• Assuntos diversos.

Atenciosamente,

João Luiz Teixeira Santos
Presidente

terça-feira, 23 de maio de 2017

BOLETIM INFORMATIVO

BOLETIM INFORMATIVO  01/2017
Vitória 23/05/2017




Apresentação
O presente boletim informativo tem a função de unificar em um só documento, de maneira sucinta, as atividades desenvolvidas pela AME-ES no cumprimento de seus objetivos estatutários, em seu curto espaço de vida, desde sua criação até os dias atuais.     

Breve Histórico 
Foi outro dia mesmo, em 20/08/2016, ocorreu nossa assembleia de fundação e aprovação do estatuto. Nosso Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica- CNPJ só surgiu no ano de 2017, quase no final do mês de janeiro.
Durante esse curto período de tempo, que totaliza quase 9 meses, procuramos trabalhar intensivamente para desenvolver e favorecer o conjunto da atividade da meliponicultura no Estado do ES, com consequente filiação de novos associados, sendo que hoje somos aproximadamente 50 membros.

Nossa atuação despretensiosa e constante iniciou-se com a exposição de orquídeas  no Parque da Vale, no início do mês de setembro de 2017, quando expomos nossas abelhas, dando continuidade aos trabalhos de sensibilização para com as abelhas sem ferrão (ASF) que seus fundadores já faziam, de maneira voluntária, nos últimos 10 anos no Estado do ES.
O primeiro projeto “Programa de Meliponicultura da Foz do Rio Doce”, exclusivo da AME-ES e com objetivo de despertar o interesse da comunidade para a criação racional de abelhas nativas, como atividade laboral, comercial e de lazer, logo depois da sua primeira fase de implantação conseguiu parceiros, que com aporte de singelo recurso financeiro já está formando dezenas de meliponicultores e multiplicadores na região alvo. Representa um alento às comunidades afetadas pela tragédia ocorrida no Rio Doce, mas também já aqueceu a economia regional, com a comercialização de dezenas de colônias e de caixas vazias, quantitativos que podem em breve estar passando para centenas. Esse aquecimento do mercado, faz com que atividade de meliponicultura seja beneficiada coletivamente, favorecendo individualmente o criador, potencializado a produção, permitindo que aqueles que se dedicam a atividade como comércio possam oferecer qualidade e regularidade no fornecimento de meles, colônias e materiais.  

Já implantamos dois meliponários coletivos em nome da AME-ES, ambos com cessão de área em propriedades rurais, um nas proximidades dos limites da Unidade de Conservação sustentável da Área de Proteção Ambiental Morro do Valiante, no município da Serra e o outro na Zona de Amortecimento da Unidade de Conservação de Proteção Integral do Parque Estadual Pedra Azul, no Munícipio de Domingos Martins, esse último voltado ao objetivo maior da AME-ES, que é a conservação da uruçu capixaba.  

Com a Fibria, especificamente junto ao Programa de Desenvolvimento Rural Territorial – PDRT –, nas localidades de Boa Vista e Gimuhuna, no Munícipio de Aracruz estamos auxiliando na implantação de meliponários individuais, como piloto iniciando em 04 Unidades Familiares que atuam em sistemas agroflorestais com manejo agroecológico, visando a geração de renda e incremento dos serviços ambientais prestados pelas ASF nas agroflorestas.

Com a Vale, especificamente no Parque Botânico, já estamos atuando no “Plano de Fortalecimento das ASF”, visando incrementar o manejo racional das abelhas sem ferrão na área, incluindo aí diversas ações de capacitação, sensibilização, monitoramento e também implantação de meliponário.    

Com a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do Estado do Espírito Santo – APCEF – estamos dimensionando visando a implantação de um meliponário na área de preservação natural da sede da associação, visando diversificar e aumentar a população das espécies das ASF, desenvolver ações de educação através de cursos, capacitações e oficinas, incentivando aos associados da APCEF-ES a se tornarem meliponicultores urbanos e ou rurais.

Todas as ações que envolvem o manejo das ASF o fundamento principal é reconhecer as abelhas indígenas e a meliponicultura, como prestadoras de serviços ambientais de provisão, regulação e suportes culturais.

Fomos convidados para participar como membros do Comitê Gestor da Apicultora do Espírito Santo, que agrega vários órgãos públicos e sociedade civil para traçar a política da apicultura, e agora também graças a nossa atuação, da meliponicultura. Nossa participação será no sentido de conseguir a regularização de funcionamento, seja estadual ou municipal para os diferentes meliponários, legalização e facilidade no comércio do mel e de colônias de ASF, agilidade na emissão de GTA, recebimento de recursos para fomento da atividade, e a inclusão da meliponicultura nos planos de governo, tanto no âmbito produtivo e comercial, como também ambiental, garantido ganhos pessoais para todos os meliponicultores do Espírito Santo.

Quanto ao Poder Público, já estamos bem encaminhados com a Prefeitura de Vitória para a instalação de meliponarios nos Parques da Cidade, a inclusão da meliponicultura nas ações ambientais do município, formatação da legislação municipal, regulamentação de horário na aplicação de veneno para controle da Aedes Aegypti (fumacê), substituição de árvores com pólen toxico por plantas melífera, educação ambiental para tornar a população amiga das abelhas nativas, fazendo como que a meliponicultura se fortaleça, ajudando aos meliponicultores individualmente, observando que serão apenas os criadores  de Vitória, mas também os dos outros municípios, já que a política da capital, acaba por influenciar os outros municípios que procuraremos, uma vez concretizando o acordo de intensões na Capital.

Nosso programa de capacitação e nivelamento do associado já tratou de temas como pasto melífero, introdução aos conceitos da biologia e comportamento das ASFs, confecção de atrativo e iscas, diferentes conceitos de caixas racionais, nossas próximas capacitações vão trata de alimento energético e proteico
As ações executadas e brevemente descritas foram adotadas e negociadas com a preocupação de sempre atender nossos interesses estatutários, com benefício direto para a associação e seus associados, uma vez que em algumas das parcerias receberemos a médio prazo, colonias e caixas vazias. Sem contar com possibilidade, no caso da Prefeitura de Vitória, de conseguirmos um espaço para nossa sede executiva com espaço para guarda de materiais, incluindo uma lojinha.
Os meliponicultores envolvidos nos projetos e associados da AME-ES poderão criar as suas abelhas em meliponários coletivos ou mesmo hospedá-las por um período do ano.

As colonias que AME-ES irá receber serão utilizadas para as futuras práticas de manejos e aulas práticas. Serão também utilizadas para novos projetos de incremento da atividade e poderão ficar sob cuidado de associados, que poderão no futuro multiplicar, ficar com parte das divisões e agregar as outras em novos programas ou beneficiários de programas, sempre de maneira formal e transparente.
  
Esse é o sentido do associativismo: a união de pessoas para atender os objetivos em comum, antes dos individuais. No nosso caso, o objetivo comum é proteger as abelhas, a natureza e os interesses coletivos dos meliponicultores. Observamos que quando alguns interesses individuais passam a ser compartilhados por vários eles se tornam coletivos, dessa maneira está chegando a hora de fazermos um levantamento a respeito desses interesses e começarmos a atuar para que eles sejam garantidos. Isso, sempre em de acordo com nossas possibilidades financeiras, jamais contrapondo à Constituição Federal, o Código Civil Brasileiro, aos órgãos ambientais regulamentadores e fiscalizadores a nível federal, estadual e municipal, e, é claro, o nosso Estatuto. A associação somente pode fazer aquilo que a Lei e o Estatuto nosso permitem.

Com isso, acreditamos estar tendo como retorno o reconhecimento dos órgãos públicos, imprensa e sociedade civil, trazendo dessa forma benefícios individuais aos meliponicultores, mais especificamente aos nossos associados, lembrando que somos uma associação, isto é a união de pessoas que se organizam para fins não econômicos e não somos uma cooperativa, cuja finalidade é essencialmente econômica e seu principal objetivo é viabilizar o negócio produtivo dos associados junto ao mercado.

Muita coisa está mudando na meliponicultura nesses últimos meses, nossos meles agora são considerados legalmente como tal e a legislação está sendo discutida com intuito de facilitar a criação das ASF. Vamos construir isso JUNTOS !!!